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Trombose Venosa Profunda

28/02/2014

.o pricipal é evitar o aparecimento de uma TVP, produzindo estratégias pra diminuir os fatores de riscos possiveis...


Uma doença que se caracteriza por uma formação de coágulos (trombos) em veias profundas, levando a uma obstrução total ou parcial da veia afetada, principalmente dos membros inferiores. Desenvolve-se apartir de um dos fatores da Tríade de Virchow, que são: Estase Venosa (diminuição do fluxo venoso), Lesão Endotelial (proporcionando diretamente a formação de trombos), Hipercoagulabilidade (sangue fica mais suscetível à formação de coágulos).



Há pessoas que possuem maiores possibilidades de apresentar essa patologia, os fatores de riscos já relatados são: tromboembolismo venoso prévio, história prévia de embolia pulmonar, varizes, pós-cirurgias, imobilização prolongada, obesidade, idade (superior aos 40 anos), uso de anticoncepcionais, gravidez e puerpério, insuficiência cardíaca, entre outros. Ressaltando que esses fatores estão diretamente relacionados com Tríade de Virchow.



A TVP se manifesta de formas variadas, sendo as alterações baseadas na obstrução venosa, reação inflamatória do vaso e dos tecidos vizinhos e pelo deslocamento total ou parcial do trombo. Variando da forma assintomática à sintomática, sendo os sinais e sintomas encontrados: sinais flogístico (dor, rubor, calor e edema) no local, rigidez da musculatura da panturrilha, dor à palpação muscular, sinal de Homans (desconforto na panturrilha após dorsoflexão passiva do pé).  Sendo a embolia pulmonar, uma complicação mais grave, e pode surgir  como consequência da movimentação do trombo.



 Há dois quadros clínicos, que traduzem maior gravidade e requer uma atenção direcionada. A Flegmasia alba dolens: ocorre geralmente devido a um trombo localizado no seguimento femoroilíaco, se caracterizando por dor e edema intensos e palidez (pelo arterioespasmo, com dimiuição dos pulsos distais). E a Flegmasia cerúlea dolens: ocorre pela obstrução total ou quase total do seguimento femoroilíaco, de suas colaterais e, algumas vezes, das veias poplíteas, acarretando uma estagnação sanguínea total do membro.  Normalmente é uma evolução da Flegmasia alba, e se caracteriza por uma dor de grande intensidade e por formar rapidamente edema intenso e tornar o membro inferior cianótico, frio e tenso.



Pode ter uma grande suspeita pela clínica, mas para fazer um diagnóstico de certeza é necessário realizar alguns exames complementares como: flebografia, ecocolordoppler, ressonância nuclear magnética, entre outros.



No Tratamento utiliza-se anticoagulantes (medicações que impedem a formação de novos trombos) e regulando a dosagem pelo valor do INR, diminuindo a chance de complicações mais graves como a embolia pulmonar. Todavia, o pricipal é evitar o aparecimento de uma TVP, produzindo estratégias pra diminuir os fatores de riscos possiveis, como exemplos: a administração de anticoagulante (doses baixas) em pacientes acamados, o uso de meias elásticas para portadores de insuficiência venosa crônica. E até o exercício físico (caminhada,...) é uma prática simples e de grande importância para prevenção dessa patologia.

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